Ilé Àṣẹ Omo Oju Ọba - Projetos Sociais

Nossos Projetos Sociais



O terreiro é um espaço de Axé, mas também de transformação social. Nossos projetos buscam fortalecer a comunidade através da ancestralidade, do cuidado e da cidadania.

Projeto Voltado à Mulher “Guerreiras de Yabá”

”Autonomia, Cuidado e Tradição“




📋 Justificativa e ContextoHistoricamente, as mulheres são as grandes mantenedoras e pilares dos terreiros de Candomblé (as Ialorixás, Iabás e Equedes).

No entanto, fora do espaço sagrado, muitas enfrentam o racismo estrutural, a violência doméstica, a sobrecarga de trabalho invisibilizado e a dependência financeira. Este projeto visa criar um ecossistema de apoio mútuo que devolva a essas mulheres sua autonomia financeira e emocional, inspirando-se na força arquetípica das Orixás femininas.




🛠️ Eixos de Atuação e Metodologia
O projeto funcionará em ciclos semestrais, divididos em três frentes integradas:

1º - Escola de Culinária e Economia Criativa | Oficinas Práticas, Feira das Yabás e Empreendedorismo


  • Capacitação profissional em culinária de terreiro (acarajé, abará, doces tradicionais) e panificação/confeitaria comercial;

  • Criação de uma feira mensal no entorno do terreiro ou em praças públicas para que as alunas vendam sua produção, retendo 100% do lucro; e,

  • Aulas básicas de precificação, uso de redes sociais para vendas e noções de microcrédito.

2º - Núcleo de Estética Afro e Artesanato Coletivo | Tranças, torços e biojoias


  • Formação em tranças nagô/box braids, amarrações de torços e produção de biojoias (guias, brincos e adereços com sementes e búzios), gerando uma segunda via de renda rápida.

3º - Espaço Acolher | Saúde Mental e Direitos


  • Rodas de conversa quinzenais mediadas por psicólogas e assistentes sociais voluntárias sobre autoestima, autocuidado, saúde da mulher negra (prevenção de miomas, anemia falciforme) e letramento jurídico sobre a Lei Maria da Penha.




🎯 Metas e Impacto Esperado

  • Capacitar de 20 a 30 mulheres por ciclo semestral;

  • Garantir que pelo menos 60% das participantes alcancem uma fonte de renda complementar após as oficinas; e,

  • Criar uma rede de apoio psicológico contra o isolamento social e a depressão.

Projeto Voltado à Comunidade ”Olubajé”

Soberania Alimentar e Saúde Integrativa




📋 Justificativa e Contexto O conceito de Olubajé é a partilha pública do alimento que cura, em um cenário de vulnerabilidade socioeconômica, a insegurança alimentar e a falta de acesso a serviços básicos de saúde castigam as periferias.

Este projeto transforma o terreiro em um polo de bem-estar, assistência e reconexão com a terra, atendendo não apenas os iniciados na religião, mas toda a vizinhança, combatendo também a intolerância religiosa através da solidariedade.




🛠️ Eixos de Atuação e Metodologia
O projeto se divide em ações contínuas (diárias/semanais) e eventos de grande impacto (mensais):

1º - Horta Comunitária e Farmácia Viva (Ewé Orixá) | Oficinas de Fitoterapia


  • Uso do espaço ocioso do terreiro para o plantio de hortaliças orgânicas e plantas medicinais/litúrgicas (manjericão, boldo, aroeira, capim-santo); e,

  • Ensinar a comunidade a produzir xaropes, pomadas e chás fitoterápicos baseados nos saberes tradicionais das folhas e na medicina comunitária.

2º - Cozinha Solidária do Terreiro | Distribuição de refeições nutritivas


  • Produção e distribuição de refeições nutritivas (sopões, almoços comunitários) utilizando parte dos insumos da horta comunitária e doações de mercados parceiros (combate ao desperdício de alimentos).

3º - Mutirão do Bem-Estar | Ações Populares de Saúde em parceria com o SUS e voluntários


  • Parcerias com o SUS local (Postos de Saúde) e profissionais voluntários para oferecer exames preventivos (glicemia, pressão), atendimento psicológico, fisioterapia e práticas integrativas (reiki, massoterapia, escalda-pés).




🎯 Metas e Impacto Esperado

  • Distribuição de pelo menos 100 a 200 refeições semanais para famílias cadastradas;

  • Atendimento de saúde básico para 50 pessoas por mês no mutirão; e,

  • Redução do estigma social e da intolerância religiosa na vizinhança através da convivência e do benefício mútuo.

Projeto Voltado à Criança “Erê Erê”

Sementes de Axé e Cidadania




📋 Justificativa e ContextoAs crianças são o futuro da tradição e a garantia da continuidade. No entanto, crianças negras e de terreiro frequentemente sofrem com o racismo religioso nas escolas e a falta de espaços seguros de lazer e cultura no contraturno escolar.

O projeto visa preencher essa lacuna, oferecendo um ambiente seguro de valorização da identidade afro-brasileira, reforço pedagógico e expressão artística.




🛠️ Eixos de Atuação e Metodologia
As atividades ocorrerão de duas a três vezes por semana, divididas por faixas etárias (ex: 6 a 10 anos e 11 a 14 anos):

1º - Brinquedoteca Ancestral e Contação de Histórias | Itãs e arteterapia


  • Uso de literatura infantojuvenil de matriz africana para contar as histórias dos Orixás (Itãs) sob uma ótica de heroísmo, sabedoria e respeito à natureza; e,

  • Atividades de arteterapia (desenho, pintura, argila) baseadas nas histórias ouvidas, fortalecendo a autoimagem positiva da criança.

2º - Escola de Ritmo, Expressão e Capoeira | Oficina de Alagbês Mirins


  • Iniciação ao toque dos atabaques e instrumentos de percussão (respeitando os fundamentos que podem ser ensinados publicamente); e,

  • Aulas de dança afro e capoeira angola, trabalhando a corporeidade, o ritmo, a disciplina coletiva e a defesa pessoal.

3º - Espaço Aprender | Suporte Escolar e Inclusão Digital


  • Monitoria para deveres de casa e dificuldades de leitura/matemática; e,

  • Inclusão digital através de oficinas básicas de informática, navegação segura na internet e criação de pequenos projetos multimídia (como vídeos e podcasts contando o que aprenderam).




🎯 Metas e Impacto Esperado

  • Atender fixamente de 30 a 50 crianças da comunidade por ano;

  • Melhorar o desempenho escolar dos participantes (medido em boletins); e,

  • Fortalecer a resiliência emocional das crianças contra o bullying e o racismo estrutural.